terça-feira, 12 de agosto de 2014

Isto só mesmo à laranjada é que vai lá...




 Sempre fui uma miúda crescida para a minha idade: sempre preocupada com tudo, sempre atenta, curiosa, a querer saber como funcionavam as coisas, a querer formar a minha independência, mas, ao mesmo tempo, a ser sempre humilde e a aprender com o que os outros tinham para me ensinar. Hoje aproveito mais a minha infância do que aquela que tive. Mas não acho que seja mau. Deu-me traquejo e ensinamentos para a viver nesta fase mais tardia. Mas, o que me incomoda muito é as pessoas estarem sempre à espera umas das outras. Estarem agarradas a alguém para fazer isto ou aquilo. É mau para elas, porque não crescem nem aprendem a desenrascarem-se, mas também é (muito) mau para as pessoas que as rodeiam. Irrita-me. Tira-me do sério que me peçam favores quando sei que têm capacidade suficiente para fazerem as coisas. Não há necessidade de estarmos à espera dos apontamentos dos nossos colegas da faculdade se os podemos ter. É um abuso. As pessoas abusam e ainda se acham donas da razão. Irritam-me, repito. Apetece-me mandar-lhes com uma laranja à tola. Mas pronto. Eram mal empregadas.

Ana Marisa 

2 comentários:

catarina sofia' disse...

As pessoas até sabem fazer mas não são autónomas, assim nunca aprendem sozinhas e isso está mal. E eram mesmo mal empregadas porque laranjinhas são para nós comermos e ainda hoje comi uma ahah

David Marinho disse...

A parte da laranja...priceless :P Manda a laranjeira toda, creio que serviria melhor!

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